Dia da Recoleção

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O Dia da Recoleção é uma data-marco para os agostinianos recoletos por chancelar o reconhecimento da Ordem como família religiosa, quase três séculos após seu surgimento. Em 5 de dezembro de 1911, o Papa Pio X os agraciou com a autonomia jurídica plena em relação aos demais agostinianos e concedeu o status de Ordem religiosa independente, subordinada a um Superior geral próprio.

Para entender o surgimento da OAR, é necessário revisitarmos a história de seu patrono, Santo Agostinho. Agostinho de Hipona viveu entre os séculos IV e V, majoritariamente, no continente africano. Era um homem muito estudioso e se converteu à Igreja já adulto, ao notar que não se sentia completo com os prazeres fugazes da vida.

Após sua conversão, buscou viver somente para Deus, partilhando tudo o que possuía com os irmãos de comunidade na oração e no serviço à Igreja. Apesar de ser reconhecido como fundador, o hiponense não criou qualquer Ordem religiosa, inclusive por ser um conceito que não existia à época. No entanto, realizou algumas “fundações” particulares de comunidades locais, baseadas na vida comum segundo o evangelho e no desejo de servir a Deus.

Após ser ordenado bispo, foi chamado para presidir a Igreja de Hipona e, nesse período, dedicou aos irmãos dessas fundações o texto que ficou conhecido com Regra, que frisa a importância da comunhão de bens, além de outros elementos essenciais do projeto de vida consagrada, como a oração, a castidade e a obediência.

As primeiras ordens religiosas

Nos séculos XII e XIII, com o ressurgimento das cidades, começaram a nascer o que hoje chamamos de ordens religiosas, com o objetivo de atender às necessidades daquele novo formato de organização social.

Em 1256, o papa Alexandre IV, realizou a unificação de vários grupos eremitas italianos que, em sua maioria, viviam segundo a Regra de Santo Agostinho, de acordo com o modelo mendicante. Assim, foi fundada a Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que, posteriormente, veio a se chamar de Ordem de Santo Agostinho (OSA).

Cinco séculos mais tarde, a OSA (mais precisamente a província de Castela) autorizou a fundação de casas de recoleção, local onde seria possível praticar uma vida mais estrita.  O estilo adotado, mais contemplativo e recolhido, não dialogava mais com o estilo da Ordem de Santo Agostinho, que, durante o Renascimento, vivenciou um período de grande relaxamento.

Já em 1602, o Papa Clemente VIII autorizou a criação de uma província religiosa recoleta dentro da Ordem Agostiniana: a província de Santo Agostinho.  Apenas três anos depois, permitiu-se a os primeiros missionários às Filipinas, local que, posteriormente tornou-se um forte ponto de apoio ao grupo.

Apesar de uma série de dificuldades, inclusive com o risco de extinção da família religiosa, os agostinianos recoletos persistiram com seu trabalho de oração sem descuidar da ação pastoral durante os três séculos que se seguiram, até, finalmente, obterem o reconhecimento como família religiosa pelo Papa Pio X, em 1911.

A Ordem Agostiniana Recoleta hoje

Atualmente, a Ordem dos Agostinianos Recoletos é formada por 1045 religiosos, sendo 18 bispos, 847 sacerdotes, seis diáconos permanentes 54 religiosos irmãos e 120 já professos, mas que ainda não terminaram a formação inicial.

Os membros da OAR estão distribuídos em oito províncias religiosas inseridas em 181 comunidades distribuídas pela Europa (Espanha, Itália e Reino Unido), América (Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela), Ásia (China, Filipinas e Taiwan) e África (Serra Leoa).

As principais características das recoleção são o apreço à Regra primitiva, vida comum e pobreza individual, asperezas e penitência, pobreza comum, oração e recolhimento, estudos e apostolado.

Fontes: http://www.psmleblon.com/a-comunidade/a-recolecao

            http://www.agustinosrecoletos.com/quem-somos/origenes-carisma/?lang=pt-pt

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