19 de Setembro – Santo Alonso de Orozco

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também conhecido com Santo Afonso de Orozco

Pregar e escrever foram as principais atividades de santo Afonso, também conhecido como Alonso.

Santo Afonso de Orozco amou intensamente a Ordem.  Fundador de conventos de agostinianos e agostinianas, Afonso sempre considerou seu ingresso na Ordem como uma das maiores graças recebidas de Deus.

Afonso de Orozco tem um lugar especial entre os místicos espanhóis do século XVI.


De todos eles, talvez ele seja o mais prolífico e sem dúvida o mais lido em seu próprio tempo. Cerca de 20 de seus escritos tiveram muitas edições e alguns deles foram traduzidos em outras línguas.
Existe uma grande coleção de seus sermões em Latim, coletados de sua longa carreira como pregador.

Afonso de Orozco nasceu em Oropesa – província de Toledo -, na Espanha, no dia 17 de outrubro de 1500.

Ele cursou os primeiros estudos em Talavera de la Reina e depois atuou como menino cantor na catedral de Toledo.

Seus pais o enviou para estudar na Universidade de Salamanca e sentiu-se atraído pelo ambiente de santidade do convento de Santo Agostinho. Ingressou e fez o noviciado (1522) juntamente com seu irmão Francisco.

Como seu superior Santo Tomás de Vilanova, sempre considerou sua entrada na Ordem como uma das maiores graças recebidas de Deus. Professou nas mãos do próprio Tomás de Vilanova em 1532.

Pregar e escrever foram suas principais atividades. Temente devoto de Nossa Senhora, considerou toda sua atividade literária como fruto de um mandato direto da Mãe de Deus. Amou intensamente a Ordem.

Afonso fundou conventos de agostinianos e agostinianas. A fraternidade, a simplicidade evangélica, o espírito e a moderação na comunidade foram a linha de sua programação religiosa.

Extraordinário asceta e místico, sofreu grande crise de secura espiritual de 1522 a 1551. Foi também assaltado por tentações de abandonar a vida religiosa.

Ele nos revela, em sua “Confissões”, que durante o período de formação se sentiu fortemente tentado a abandonar a vida religiosa por causa dos atrativos da liberdade que o mundo oferece, do amor natural e por causa das dificuldades intrínsecas da solidão, da prática da obediência e, em geral, das asperezas próprias da vida na religião.

Uma vez ordenado sacerdote, ocupou diversos cargos, mas não obstante sua austeridade de vida, no modo de governar se mostrou cheio de compreensão.

Ser missionário no México foi um de seus grandes desejos. Em 1547 estava a caminho de realizar seu desejo de ser missionário. Porém, um grave ataque de artrite o obrigou a voltar desde as ilhas Canárias.

Em 1554, sendo superior do convento de Valladolid, foi nomeado pregador da corte real espanhola. Porém, o trato com as classes elevadas não o desviou de seu estilo de vida simples.

Sua alegria era pregar para as pessoas humildes e necessitadas: os hospitalizados, os presos, as religiosas, etc.

O povo o amou por sua proximidade a todos, sem distinção, e por sua sensibilidade em socorrer os pobres, os enfermos e os encarcerados.

Ao trasladar-se a Corte de Madrid em 1560, passou ao convento agostiniano daquela cidade, conhecido com o nome de São Felipe, o Real.

Santo de São Felipe – designação com a qual Alonso de Orozco era conhecido – morreu no dia 19 de setembro de 1591 em Madri desejando trabalhar mais pelas almas para imitar a Cristo.

Seus restos se conservam no mosteiro madrilenho das agostinianas por ele fundado e que leva seu nome.

Beatificado em 1882 por Leão XIII, Alonso de Orozco foi canonizado no dia 19 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II.

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Afonso de Orozco compôs numerosas obras tais como:

  • Vergel de oração e monte de contemplação (1544)
    (Vergel significa jardim, pomar);
  • Esponsais espirituais (1551);
  • Bonum certamen (1562);
  • A Arte de amar a Deus e ao próximo (1568);
  • Da coroa de Nossa Senhora (1588).

Seus escritos nascem de seu espírito contemplativo e da leitura da Sagrada Escritura. Devoto de Maria, dizia escrever por seu mandato.

Em seu fervoroso amor à Ordem se interessou por sua história e sua espiritualidade. Escreveu, entre outros:

  • uma Instrução de religiosos;
  • um Comentário à Regra (de Santo Agostinho);
  • uma Crônica do glorioso pai e doutor da Igreja Santo Agostinho, e dos santos e beatos, e dos doutroes da Ordem (com o fim de promover seu exemplo).

Em sua humildade evangélica, renunciou a seus privilégios e se comportou como um religioso a mais.

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