26 de agosto: Santos Liberato, Bonifácio e Companheiros

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Frei Mason – Agostinho fundou diversos mosteiros no norte da África, onde numerosos seguidores dos ideais agostinianos da comunidade de vida monástica viveram. Depois de somente 34 anos da morte do Bispo de Hipona, a vida dos seguidores de Agostinho mudaria bruscamente. As invasões na África romana – em primeiro lugar dos vândalos e depois dos árabes -, destruíram as fundações monásticas agostinianas.

Em 484, no sétimo ano de seu reinado, Hunerico, o rei vândalo, publicou um edito ordenando a dissolução de todos os mosteiros católicos na região sob seu domínio e que os monges e monjas fossem entregues aos mouros.

Os sete membros do mosteiro de Gafsa, na Tunísia, foram capturados, levados a força para Cartago por causa da recusa em renunciar sua fé e se converter ao Arianismo.

Primeiro lhes foi oferecido recompensa se eles abandonassem Cristo e o modo de vida agostinana. Como eles não arredaram pé, foram jogados na prisão. Enfrentando as provações, forma martirizados em Cartago, dando grande exemplo de fortaleza na fé e de unidade fraterna.

Como eles permaneceram constantes em sua crença, foram acorrentados e jogados na masmorra. No início, cristãos fiéis pagavam propina aos guardas e os visitavam dia e noite para deles receberem instrução e encorajamento em seus próprios sofrimentos pela fé.

Finalmente decidiram que eles seriam colocados em um navio velho e queimados no mar. O marcha até o mar foi de alegria, dificilmente diminuída pelos insultos dos arianos que estavam ao longo do caminho que faziam.

Eles pediam com ardor ao mais jovem, Máximo, que abandonasse seus companheiros. Sua resposta foi firme:

“Ninguém vai separar-me do meu santo pai Liberato, ou dos meus irmãos que me viram crescer no mosteiro. Eu aprendi com eles como viver no temor de Deus. Eu desejo partilhar o sofrimento com eles porque eu espero participar da glória que está para chegar. Vocês acham que podem me desviar do meu caminho porque eu sou jovem. O Senhor tem a intenção de nos reunir a nós sete; ele irá coroar a todos nós com o martírio”.

O navio foi colocado para velejar sem rumo e ateado fogo diversas vezes, mas o fogo não começava. Hunerico então ordenou que os monges fossem trazidos para a praia e golpeados até a morte com os remos.

Eles morreram por Cristo, unidos em sua fé e fraternidade agostiniana. Era 2 de julho de 484. Embora seus corpos fossem jogados no mar, foram resgatados pelos fiéis e enterrados no mosteiro de Biguá, próximo à Basílica de Celerino.

A celebração do ofício foi concedida à Ordem em 6 de junho de 1671.

Da Paixão dos Sete Monges

Transcorria o sétimo ano do cruel rei Hunerico. Primeiro tinha dispersado a multidão, grande e numerosa, de sacerdotes e ministros para o desterro em regiões longínquas. Depois de certo tempo, mandou que os mosteiro de homens e mulheres fossem entregues com seus moradores aos gentios, isto é, os mouros.

Foi então que foram presos sete irmãos que viviam num mosteiro, como exige a concórdia a serviço do Senhor, pois é bom e agradável habitarem os irmãos em união. Eram eles: o diácono Bonifácio, o subdiácono Servo, o subdiácono Rústico, o abade Liberato, e os monges Rogato, Sétimo e Máximo. Eram sete como os irmãos Macabeus. A única e santa mãe, a Igreja Católica os gerara e dera à luz da fonte eterna no território da cidade de Gafsa, e que fora presidida pelo santo sacerdote Vindemial, egrégio e fiel bispo de Cristo.

Conduzidos à cidade de Cartago, a serpente quis enganá-los com sedutoras lisonjas, prometendo-lhes honras perecedouras. Tudo foi rechaçado pelos soldados de Deus, como se fora uma peste, clamando a uma só voz: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Guardai o que prometeis. Haveis de perecer com vossas riquezas. Quanto a nós, ninguém poderá apagar de nossas frontes o sinal que o Criador, no batismo, dignou-se gravar como propriedade da Santíssima Trindade”.

Não era preciso mais. Fortalecidos divinamente com esta instância, ordenou-se que fossem entregues à guarda da prisão, e desta forma, presos em correntes, com grande crueldade foram lançados em antros escuros, onde não pudessem ser socorridos por nenhuma forma de piedade.

O povo da cidade, porém, sempre fiel ao Senhor, conseguiu infiltrar-se entre os carcereiros, e visitava os mártires e eles fortaleciam os fiéis com sua doutrina e virtude. Isto chegou aos ouvidos do tirano, que, enfurecido, mandou que fossem submetidos a inauditos suplícios e carregados com as mais pesadas cadeias. Ordenou também que se enchesse um barco com feixes de linha seca e que, após amarrar os sete aos feixes dentro do barco, fossem queimados longe da praia.

Os autores daqueles tormentos tentaram afastar do grupo dos santos, com muito empenho, a um deles, chamado Máximo, e que era o mais jovem, dizendo-lhe: “Jovem, por que queres morrer? Abandona-os. Estão loucos. Ouve nosso conselho e encontrarás remédio para tua vida e viverás no palácio do nosso grande rei. Então ele, tão jovem mas tão amadurecido, exclamou:

“Ninguém me separará do meu amado pai Liberato e de meus irmãos, que me criaram no mosteiro. Com eles vivi no temor de Deus; desejo partilhar os sofrimentos para também partilhar a futura glória. Não penseis que podeis me enganar por causa da minha juventude”.

Os sete foram reunidos pelo Senhor e os sete serão por ele coroados com o mesmo martírio. Após atear fogo à lenha, foram golpeados com os remos até à morte.

Os veneráveis restos dos santos foram sepultados, ao som de cânticos solenes, no mesteiro de Bígua, junto à basílica chamada Celerina. (CSEL 7,108-114).

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