Pandemia e a Pascom

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Vanessa Pagiola ( Assessora de comunicação da Província e pascom da Paróquia Santa Rita- Vitória ES) Nos últimos anos, muitos ouviram  falar da Pascom (Pastoral da Comunicação) nas paróquias que frequentam. Mas o que ninguém imaginava é que um dia os fiéis estariam dependendo tanto dela para que pudessem dar continuidade a sua vida na Igreja. Com a pandemia do Covid-19 e as recomendações das autoridades sanitárias, com suas  medidas preventivas para conter a disseminação do novo coronavírus, a população foi orientada a ficar em casa, e os católicos  sentiram uma mudança na vivência da fé.

Missas, encontros de pastorais, reuniões e adoração, tudo passou a ser online. E mesmo quando se pode ser presencial, a maioria ainda é incentivada a ficar em casa. Um vírus, invisível, sem precedentes na história mundial, colocou-nos tecnologicamente mais próximos uns dos outros, e mais atentos ao nosso redor.Foi assim, em meio a uma pandemia, que a Pascom de cada paróquia se reinventou nas celebrações. Muitas vezes, sem povo, mas cheias de significado espiritual.

As pastorais de comunicação das paróquias de nossa província têm feito um belo trabalho no que diz respeito à igreja doméstica. Mais do que nunca, a Pascom tem sido de fundamental importância para manter viva a fé e o sentido de pertença dos fiéis. A pastoral que muitas vezes no passado foi vista com menos importância, aquela que “faz o jornalzinho paroquial”, tornou-se protagonista nesta crise, sendo de fundamental importância para fortalecimento do elo Igreja-fiel.

Seja devido às transmissões das celebrações, dos momentos de oração ou de lives, seja para divulgar os eventos, responder online as dúvidas dos paroquianos ou informar notícias do dia a dia da paróquia, o fato é que há um ano a Pascom vem mostrando que o papel principal da Igreja é evangelizar. É chegar aonde o povo está, e  neste momento pandêmico, os meios virtuais, que outrora eram menosprezados e até deixados de lado, têm sido o combustível para abastecer a fé dos fiéis, acalmando e colocando o povo mais perto de Deus. O caminho agora é reverso. A Igreja está entrando na casa das pessoas através das redes sociais.

Em muitas de nossas paróquias não existia a Pastoral da Comunicação, mas a situação fez com que as igrejas se organizassem, afinal, missas tiveram que começar a ser transmitidas, momentos de orações online foram criados, e muitos frades, alguns que não tinham noção nenhuma do tão falado mundo virtual, viram-se forçados a receber orientação e aprender a lidar com a tecnologia. Como é difícil de uma hora para outra ter que falar para uma câmera ou um celular, e mais ainda: saber  que do outro lado há várias pessoas que estão acompanhando, que estão necessitando muito de sentir Deus através de uma tela. Algumas de  nossas casas até já estavam presentes nas redes sociais, mas não tinham o hábito de fazer transmissões, e os freis não estavam tão presentes nas redes, era mais um trabalho esporádico da equipe, ou EUquipe, da Pascom.  E então, tudo novo em meio a uma crise.

Eu, particularmente, sempre fui apaixonada pelas redes!  Por atingir a muitos, por nos tornar perto mesmo distantes e pelo seu dinamismo. Fico muito feliz com o trabalho realizado até aqui. Fico feliz pelo auxílio que a Pascom tem dado aos frades da Ordem. Neste último ano, trabalhei muito! Nunca estive tanto em casa, e ao mesmo tempo nunca estive tão ocupada com o meu trabalho. Mas sabe o mais legal disso tudo? É que, embora tenha sim a fadiga, já que são muitas paróquias, sinto-me muito feliz e agradecida, pois não há nada que me alegra mais do que vê a evangelização acontecendo. E é isso que vejo a cada transmissão! Quando a gente faz um ao vivo não é o frei que está ali, eu sinto de verdade Deus falando para todos. 

Quantas dúvidas chegaram até a mim: como fazer uma live no Insta? E pelo Face? E pelo YouTube? Qual rede devo usar nesse momento? Consigo colocar QR code?

Enfim, foram várias perguntas, mas mais do que as perguntas, foram várias pessoas vindo até a mim preocupadas em fazer o certo, com muita vontade de fazer o melhor para evangelizar. Em cada questionamento, eu sentia o desejo do frei em continuar junto com os paroquianos, mesmo que virtualmente. 

Eu sempre defendi que devemos ser ativos nas redes sociais, pois é um ambiente que também necessita de evangelização, é mais um instrumento que Deus nos dá para “pescar” as pessoas e para que elas tenham um encontro com Deus.

Fico feliz quando vejo nossas paróquias se reinventando, os frades fazendo lives com catequese, musical, momentos de oração, orientação, adoração e tantos outros. Vejo a Igreja dando um alívio ao coração do povo. Não é a live pela live, mas é o desejo e a vontade de se fazer presente nesse momento tão delicado e angustiante pelo qual passamos. A vida já mudou e nós estamos aprendendo a ficar com o essencial. E estamos percebendo que as redes sociais podem diminuir e aliviar um pouco a distância, deixando-nos mais próximos, mesmo que cada um em sua casa.

Tenho muita alegria em perceber a Pastoral da Comunicação funcionando da forma como deve ser. Não apenas uma pastoral que faz “lives”, fotografias e artes, e sim  aquela na qual todas as outras pastorais podem se apoiar para que o Cristo chegue a todos os cantos.

Agora, eu falo diretamente para você membro da Pascom de sua paróquia. Você que faz as transmissões, que é responsável pelo som, que organiza e planeja as postagens, que responde os seguidores, que faz arte, que escreve,que revisa, que tira foto, que faz os informativos, auxilia os padres em suas homilias e no que falar: todos têm valor, todos são importantes e mesmo que esteja servindo de casa, têm seu valor. Afinal, para que alguém esteja à frente, precisa sempre de um suporte que o oriente.

Que Deus abençoe cada membro da Pascom! Que neste período tenhamos Deus como nosso sustento, que Ele nos inspire para sermos instrumento dEle neste mundo que tanto necessita de uma palavra de amor, consolação e carinho. Nesta fase, precisamos intensificar nossa oração pessoal, pois só assim fazemos crescer nossa intimidade com Ele! Lembremo-nos sempre de que a boca fala daquilo que o coração está cheio. E como diz Santo Agostinho “só amamos aquilo que conhecemos”.

Que busquemos neste tempo conhecer mais a Deus para fazer da nossa comunicação uma verdadeira evangelização.

Obrigada a cada membro da Pascom! Obrigada a cada frei que entendeu a importância de uma comunicação voltada aos fiéis.

E a você que não é da Pascom, faço um convite: coloque-nos sempre em suas orações para que sejamos instrumentos de Deus!  Para que possamos ser dóceis na evangelização e que não façamos por nós, mas para enaltecer o nome do Senhor.

Fiquemos em casa que já já tudo irá passar. Paciência e fé!

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