O Prior Provincial propõe a São José como modelo a seguir em situações difíceis como a pandemia.

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Também destaca a sua proximidade e valentia para tomar decisões.

Fr. Miguel Ángel Hernández, o prior provincial da Provincia Santo Tomás de Vilanova, se dirige aos religiosos e leigos lembrando a festa de São José, esposo da Virgem Maria. O faz tendo presente a pandemia que assola o mundo inteiro, e a vivencia da vida religiosa.

Os sonhos roubados

O agostiniano recoleto leva em consideração a dor que vivem as pessoas no mundo inteiro após a perda dos seus seres queridos por causa da pandemia da COVID19. Por isso tem comparado os sonhos roubados de José com os dramas, as vidas truncadas e os planos adiados que gerou o coronavírus na comunidade internacional: “Também roubaram os sonhos de José. Não era assim que ele tinha sonhado sua vida com Maria; não era dessa forma que imaginava sua vida familiar e, quando esses sonhos se esfumaçaram e se romperam, sua primeira intenção foi virar a página o quanto antes, repudiar sua noiva em segredo e tratar de esquecer, inutilmente, seu amor por Maria”.

Por isso lamenta o duro golpe que representa esta pandemia que colocou a prova a humanidade toda, que teve que dar prioridade a supervivência e deixar de lado outros objetivos que estavam programados: Também roubaram os sonhos de José, como a tantas pessoas lhe roubou esta pandemia que nos assola. A morte tem batido à porta de muitos lares e destruído muitas famílias. Muitos, sobreviventes, perderam a oportunidade de estudar fora do país, outros perderam o emprego, outros tiveram que cancelar seu casamento, a viagem tão sonhada, a festa de formatura, a primeira comunhão, a criação de uma empresa… Quantos sonhos foram rompidos, e quantos ficaram estacionados!

Da mesma forma adverte que não apenas as famílias se viram afetadas pela pandemia, também a própria vida religiosa: “Também nós como religiosos fomos obrigados a cancelar programações, a deixar de lado muitos projetos e iniciativas pastorais ou de evangelização. Tivemos que deixar no esquecimento muitas ações e planos, pois, afinal, este não é o momento de os concretizar. Roubaram-nos muitos sonhos e outros muitos tivemos que adiá-los”.

Perante esta realidade propõe olhar o exemplo de São José que soube aceitar a realidade, escutar a voz de Deus, que lhe ajudou a sair vitorioso de aquela situação: “Temos que aprender com José que nossos sonhos não são a coisa mais importante desta vida, que o realmente importante é saber antepor o plano, o projeto de Deus ao nosso, sua vontade à nossa, ainda que nem sempre seja fácil entender esses planos. O importante é que os planos de Deus tenham acesso em nossa vida e nós saibamos favorecê-los com alegria”.

José, o homem que mostrou a Jesus o coração do Pai

Da mesma forma, Fr. Miguel lembra que São José foi o responsável de mostrar o rosto de Deus para Jesus, durante os primeiros anos. Por isso, José tem muito que ver no modo como Jesus se relacionou com o seu Pai, o Deus da misericórdia: “E no olhar de José, Jesus descobriu um Deus próximo, que nos alegra a vida, que nos torna felizes, ainda que nem sempre o entendamos; um Deus ternura e compaixão que tem entranhas de misericórdia; um Deus que nunca desiste de nós; um Deus que é Pai e nos oferece tudo, incondicionalmente,só espera que nos deixemos amar; um Deus que não pede nada para si, mas que nos exige descobrir sua presença no rosto do irmão”.

José, modelo de acompanhante

Na sua mensagem, também propõe a São José como modelo de “acompanhante”. E para isso sintetiza a personalidade de José em três atitudes: seguir um sonho, iniciar um caminho e cuidar: “Também não creio que estejamos forçando as coisas ao apresentar José como modelo de acompanhante. Olhando para a sua vida, podemos resumir seu exercício como acompanhante no processo seguido e vivido pela família de Nazaré, com três verbos”.

Para o Fr. Miguel, José foi um facilitador de sonhos: “O encarregado de velar para que os sonhos de Deus se cumpram nas pessoas que Deus nos confiou. E a isso, o bom José dedicaráseus melhores esforços. Ele se afasta, abre caminho para Deus e cuida para que cada um, no Egito ou em Nazaré, cumpra o projeto de Deus”.

Além do mais, destaca o sentido do discernimento e da liderança que assume José perante situações complicadas em que deve agir: “Será ele quem terá que estudar o itinerário, ver onde fazer as pausas para o descanso, medir os esforços e as forças de que dispomos. O Senhor não nos oferece um manual. Ao contrário, confia seus planos ao nosso discernimento e liberdade”.

Também descreve o frei o temperamento de José como alguém discreto, que sabe respeitar, alheio a pressão e a imposição de ideias: “São Josénos ensina que ser pai e, podemos dizer, “acompanhante”; significa apresentar ao outro a experiência da vida: não o deter, não o aprisionar, mas torná-lo capaz de realizar suas próprias escolhas”.

Como sabemos este ano, foi dedicado pelo Papa Francisco a São José; por isso para celebrar este dia se terão diferentes iniciativas no mundo inteiro. O dia da sua festa, o dia 19 de março, a Ordem dos Agostinianos Recoletos, que tem a São José como protetor, dará um destaque especial à sua memória.

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