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Para viver as práticas quaresmais

|Frei Sérgio Sambl | Neste artigo, apresentamos uma breve explanação sobre a Quaresma, destacando suas práticas características, para que possamos aprender mais de nossa fé e viver melhor este tempo forte da Igreja.  Reflitamos sobre a importância deste tempo e as práticas que lhe são próprias: Oração, Caridade e Penitência. 

O tempo da Quaresma é tido como um “tempo forte” na igreja, especialmente caracterizado como tempo penitencial. A respeito deste tempo litúrgico da igreja o Catecismo da Igreja Católica (n 1438) nos diz que a Quaresma, assim como outros dias penitenciais, é um tempo “particularmente apropriado para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações como sinal de penitência, o jejum, a comunhão cristã de bens (obras caritativas e missionárias).”

A Quaresma, tempo litúrgico dentro do Ciclo Pascal, inicia-se com a Quarta-feira de Cinzas e se prolonga até a Quinta-feira Santa, na Missa da Ceia do Senhor, exclusive.

A espiritualidade quaresmal nos convida a viver um retiro coletivo de quarenta dias. A Igreja para iluminar este tempo lê, no primeiro domingo do tempo quaresmal, o Evangelho em que Jesus realiza seu retiro no deserto, vencendo as tentações do maligno. Este retiro prepara o povo de Deus para vivenciar as solenidades pascais, com a purificação do coração, uma atitude penitencial e a prática das virtudes cristãs. As práticas que se destacam neste período litúrgico são a Oração, Caridade e Penitência. Na Quarta-feira de Cinzas o Evangelho narrado nos leva a contemplar Jesus apresentando a melhor forma de viver estas práticas religiosas.

A oração por si só é vital na vida cristã e neste tempo há o incentivo a aprofundar esta relação de intimidade com Deus. Seja oração comunitária ou pessoal, ambas são necessárias. Destacamos a Missa, como fonte e cume da vida espiritual cristã posto que nela Cristo reza em nós e por nós, oferecendo-se ao Pai, no Espirito Santo pela nossa salvação. Além da Santa Missa devemos ter uma prática constante de oração e poderíamos optar pelo que melhor nos faz mergulhar este tempo como a oração da Via-sacra, meditação da liturgia diária, a visita ao Santíssimo ou outra prática adequada a este tempo.

Outra prática é a penitência, no Código de Direito Canônico, salienta  que “todos os fiéis, cada um a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência; não obstante, para que todos se unam em alguma prática comum de penitência, se fixaram uns dias de penitência para os fiéis que se dedicam de maneira especial a oração, realizam obras de piedade e de caridade e se negam a si mesmos, cumprindo com maior fidelidade suas próprias obrigações e, sobre tudo, observando o jejum e a abstinência.” (Cân. 1249).

Cabe distinguir entre jejum e abstinência. O jejum consiste em fazer uma refeição maior no dia e duas outras menores. Não se deve comer nada entre os alimentos principais, salvo em caso de doença. E todos os fiéis maiores de idade se obriga a lei do jejum nos dias prescritos pela igreja.  Chama-se abstinência a proibição, nos dias prescritos, de comer carne (vermelha ou branca e seus derivados). Peixes e frutos do mar são permitidos, com a devida moderação. E à lei da abstinência se obriga aos que já tem catorze anos. (Cân. 1252)

Com o conceito de esmola, entendemos toda forma de caridade e de solidariedade fraterna, abrindo-nos a generosidade diante das necessidades dos irmãos. Diz Jesus que pelo amor seremos reconhecidos como seus discípulos, devemos vencer a tentação do egoísmo e do fechamento diante das necessidades alheias, inclusive se recordamos o Juízo divino citado em Mt 25.

Neste “tempo favorável” vivamos os exercícios da Quaresma buscando cumprir o convite de Jesus na Quarta Feira de Cinzas: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

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