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A história da Capelinha, igreja do coração dos francanos

A cidade de Franca comemora neste dia 196 anos. Conheça a Paróquia e o Seminário Nossa Senhora Aparecida: Religiosidade, igreja e casa de formação de padres são referências em Franca.

Caroline Badin | A Cidade ON/Ribeirao Em comemoração aos 196 anos de Franca, o portal Viva Franca apresenta a história da paróquia Nossa Senhora Aparecida, conhecida como Capelinha. Frei Edwin Sánchez Vasques, Agostiniano Recoleto, natural do Peru está à frente da paróquia, conta os principais fatos e atualidades do templo religioso.

História 

A história vai até os tempos da colônia e, sobretudo quando os escravos foram libertos no Brasil, um deles chamado, Manoel Valim. Após a liberdade, Valim, formou sua família, e conseguiu ter um pedaço de propriedade, que era onde fica a capelinha hoje.

Uma das suas filhas ficou doente, e ele fez um pedido para Nossa Senhora Aparecida e uma promessa. Se sua filha fosse curada ele iria fazer honras para ela e também construiria uma capelinha. Sua filha foi curada, e ele cumpriu sua promessa, fazendo uma capelinha. O nome de capelinha foi dado pelo tamanho da construção. Segundo dados, o local tinha 1 metro e cinquenta de largura por 3 metros de comprimento. 

Além da Capelinha, Valim, promoveu a festa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, durante muitos anos em honra à santa. Em um dos eventos, os gastos saíram do controle do devoto. Por consequência, ele ficou com algumas dividas e para pagar precisou colocar em leilão parte de sua propriedade. 

Foi assim, que os Freis Agostinianos Recoletos, especialmente o Padre Frei Gregório Gil, que era um dos responsáveis na época compraram um pedaço da propriedade e começaram a fazer a igreja, que temos hoje. “A história da capelinha tem muitos anos, e ela tem tudo a ver com a cidade de Franca. Franca e a Capelinha podemos dizer, que seria como um casal: não tem como falar de um sem citar o outro” diz , Frei, Sanchez Vásquez.

Antiga Capela antes da construção do Prédio existente

Centro de Formação: Instituto Agostiniano 

O centro de formação é uma casa dos Freis Agostinianos Recoletos, o local é dedicado para a formação de futuros religiosos. As primeiras ordenações começaram por volta de 1930, acolhendo muitos jovens, mas como seria difícil sustentar todos, os Freis compraram muitas propriedades em volta da Capelinha para fazer o cultivo de alimentos e assim nutrir os seminaristas. A casa desde então forma religiosos e sacerdotes para diferentes partes do Brasil e do mundo.

O espaço dos Freis Agostinianos Recoletos exerce três funções: casa de formação para religiosos Agostinianos Recoletos, Centro da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida/Capelinha como matriz, com atendimento para 12 comunidades e também funciona o Instituto Agostiniano de filosofia. 

Foto da Capelinha de 1948

Restauração do Edifício

A casa de formação de Freis Agostinianos e a paróquia estão em reforma, aproximadamente há quatro anos. No seminário, serão construídas algumas áreas para atender a formação dos religiosos. A Capelinha existe desde 1925 e precisa de manutenções ao longo do tempo. Foi necessário paralisar algumas atividades para fazer a manutenção de problemas com o telhado: fissuras, que comprometeram a parte estrutural da igreja.  

Além da manutenção, foi solicitado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), um restauro e para a realização desse tipo de obra é necessário fazer estudos, colher dados históricos, para um possível tombamento da igreja. Segundo o Frei, não existe previsão para o término das obras. “Tudo precisa ser estudado, planejado e nesse momento estamos no desenvolvimento dos projetos de acordo com o Condephaat em parceria com a USP”, explica.

Igreja N. Sra. Aparecida – Processo de Restauração

Relacionamento com a comunidade 

A paróquia Nossa Senhora Aparecida, Capelinha, possui 12 comunidades. São realizados vários atendimentos aos religiosos, com celebrações eucarísticas, sacramentos e também formando pequenas comunidades nesses lugares para acolhimento da população. “O relacionamento com o povo de Franca é muito bom, porque a Capelinha é uma referência dentro e fora da cidade. Recebemos muitas visitas de devotos”, comenta

Salão Nossa Sra. Aparecida. Foto de Caroline Badin

Franca 196 anos  

“Primeiro quero parabenizar todos os francanos! E dizer que é importante conhecer a história, às origens da nossa cidade, e o que temos de disponível. A população precisa estar feliz de ter uma cidade como essa, mas o principal são os francanos, pessoas acolhedoras, trabalhadoras um povo interessante”, finaliza, Frei Edwin.

Frei Edwin, Pároco

Caminho da fé  

Ramal de Franca do Caminho da Fé liga a cidade ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP) .O monumento foi inaugurado no ano passado com a imagem vazada de Nossa Senhora com uma altura de 4, 52 metros. No local também tem uma placa com as informações aos peregrinos sobre trajeto.

Portal do Caminho da Fé, Foto de Caroline Badin

Como funciona  

Para participar o peregrino precisa comprar o passaporte no valor de R$ 20s, que necessita ser carimbado durante a caminhada e ainda fazer o credenciamento. Os romeiros também recebem um certificado de participação, mas para receber é necessário percorrer no mínimo 100 quilômetros. O Caminho da Fé reúne 56 cidades em São Paulo e Minas Gerais, totalizando mais de mil quilômetros. O trajeto pode ser feito a pé com duração de até 20 dias ou de bicicleta em até 12 dias. Para garantir a segurança dos peregrinos, maior parte do trajeto é feito por estrada de terra. O local também virou um ponto turístico na cidade.

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