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A PRELAZIA DO MARAJÓ

|Frei Tiago Coelho| A região do arquipélago marajoara, na desembocadura do Rio Amazonas no Atlântico, sempre foi um grande desafio para a Igreja na Amazônia. Atualmente a região está formada por 16 municípios e duas Igrejas Locais: a Diocese de Ponta de Pedras e a Prelazia do Marajó. Desta última, nós, os religiosos OAR estamos presentes desde finais da década de 20, quando a missão foi criada encomendada à Ordem pelo Papa Pio XI.

Atualmente, a Prelazia se encontra em 9 municípios do Marajó, formada por 10 comunidades paroquiais, das quais, 3 são comunidades Agostinianas Recoletas: Portel, Breves e Salvaterra. A Prelazia está organizada em três Regiões Pastorais: das Ilhas, dos Campos, e Região norte.

Depois de três bispos OAR, em junho de 2016 conhecemos nosso atual bispo, Dom Evaristo Spengler OFM. Depois de dois séculos da expulsão dos religiosos Franciscanos e Jesuítas da região marajoara, o Marajó voltaria à ter no timão um bispo Franciscano. Nestes quatro anos mais recentes nosso bispo e seu Conselho Prelaticio de Pastoral vem insistindo no plano de Ação Pastoral da Iniciação à Vida Cristã (IVC).

São muitas as urgências pastorais sintetizadas na sigla da IVC: formação das lideranças leigas, catequese de inspiração catecumenal, organização pastoral e administrativa a partir de Conselhos, assim como a economia. Nosso bom pastor tem insistido nos quatro pilares da IVC, que marcam o atual horizonte de sentido de nossa Igreja.

O Sínodo para a Amazônia não fez outra coisa que motivar e impulsionar ainda mais os ânimos para a conversão pastoral de nossa Igreja Marajoara. Dom Evaristo tem insistindo, entre outras realidades, na “sinodalidade”, numa “Igreja em saída”, na mesma linha do Sínodo e de nosso Papa. Fruto deste impulso é a VI Assembleia do Povo de Deus da Prelazia do Marajó, que seria em janeiro de 2020 e foi transferida para 2021 por conta da pandemia.

A Prelazia do Marajó, atualmente, caminhamos ou navegamos com uma trajetória clara a seguir. Precisamente, com este espírito de conversão e de “sonhos para a Amazônia”, como nos diz o Papa Francisco em “Querida Amazônia”, que nossa comunidade de Salvaterra chega à este mês missionário em outubro de 2020. No 27 Domingo do Tempo Comum, dia 4 de outubro, depois de um tempo de formação e organização, nossa comunidade paroquial celebrou o envio de seus missionários.

Com vistas à Festividade de nossa padroeira – N.S. da Conceição – e por ocasião deste mês missionário, estamos vivendo a experiência da “Igreja em saída”, que em tempo de pandemia nos leva à experimentar o ambiente tão rico e profundo da “Igreja Doméstica”. Nossa paróquia de Salvaterra conta com mais de 30 Comunidades Eclesiais Missionárias (CEM) – as, antigamente, chamadas de “CEBs”. As comunidades urbanas, cada uma, enviaram seus missionários na celebração dominical.

Os desafios são grandes; passos concretos vêm sendo dados, tanto a nível de Prelazia como paroquial. Atualmente nossa comunidade está formada por três religiosos OAR, quando no Marajó somos 9 frades. Salvaterra pertencem à Região Pastoral dos Campos, e a maior parte de nossas comunidades estão dispersas pelo meio rural. Como mas outras paróquias, também na nossa a ONG Halen alde, que está em processo de conversão para ARCORES atende várias famílias economicamente carentes.

A temática para este mês paroquial parte da motivação pela qual celebramos nossa padroeira: “Maria, Mãe Profeta da Libertação”. Profecia e libertação a respeito daquelas realidades que nos fazem estancar como Igreja, a não sair de nós mesmos e permanecermos fechados em nosso pobre horizonte de sentido individual. A realidade marajoara vem exigindo trabalho em equipe, metas e estratégias comuns. Com a graça de Deus recebida através da IVC pouco a pouco nossa paróquia começa a dar passos de conversão pastoral.


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