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O que é a inteligência corporal – cinestésica?

Frei César Irigoín | Em muitas circunstâncias e contextos de nosso trabalho acadêmico, temos ignorado o valor que nosso corpo desempenha quando se trata de conhecer, aprender e interpretar eventos que acontecem no mais comum de nossas vidas. E é que o corpo é um todo integrado ao sistema nervoso para atingir não só o desempenho físico.

Tendo clareza sobre a importância do nosso corpo, devemos saber que muitos aprendizados que se obtêm constantemente estão ligados às sensações corporais em interação com nosso meio, seja dançar, cantar, aprender a tocar um instrumento musical, realizar atividades de esforço físico ou comunicar sinais que as nossas emoções querem transmitir.

Em mais de uma ocasião, os sentidos da visão e da audição não são suficientes para unificar o conhecimento, nem para compreender ou registrar informações. Por esse motivo, nossos alunos devem recorrer a processos didáticos práticos como a aprendizagem tátil e cinestésica, seja por meio da manipulação de objetos, vivenciando o que aprendem no corpo de forma a internalizar as informações.

Talvez os peripatéticos nos deem uma grande lição ao refletirem enquanto caminhavam e passeavam pelo templo de Apolo Lício. Grandes pensadores e escritores, consciente ou inconscientemente, percorriam seus jardins para se inspirar em manter seus corpos em forma. Essa é a importância de saber aproveitar os espaços das nossas escolas para o desenvolvimento desta atividade. É que aprender fazendo, por meio de experiências de movimento e multi sensoriais é mais interessante e atraente do que estático.

Um fato importante a ter em mente é que, se queremos que as crianças pensem, resolvam problemas e tomam decisões, devemos dar-lhes oportunidades de pensar, de cometer erros, de identificar e resolver problemas e de tomar decisões. Consequentemente, “o desenvolvimento desta inteligência deve respeitar alguns princípios didáticos fundamentais como: aprender fazendo, dar sentido, integrando e adaptando o conhecimento a diferentes contextos, refletindo sobre o que foi feito e gerando criatividade, inovação e responsabilidade” (Moreno e Fuentesal , 2018., p. 114).

Tendo clara a ideia de que estamos lidando, poderíamos agora definir a inteligência corporal-cinestésica tal como entendida por Gardner (1987) da seguinte forma:

A capacidade de usar o corpo de maneiras altamente diferenciadas e hábeis, para fins expressivos e direcionados a um objetivo … a habilidade de trabalhar com destreza os objetos, tanto em movimentos que requerem habilidades motoras finas dos dedos e mãos quanto naqueles que aproveitam movimentos motores grosseiros do corpo (p. 28).

Como você já sabe, a inteligência corporal é utilizada em diferentes ambientes, como dançarinos, atletas, mímicos, músicos, artes cênicas, artes gráficas, engenheiros, arquitetos …; Porém, é preciso ser educado e praticado desde os primeiros anos para desenvolver o grande potencial dos dicentes.

Do ponto de vista metodológico, poderíamos desenvolver essa inteligência proposta por Lazear (1991) em quatro etapas:

● Despertar a inteligência por meio de experiências multi sensoriais.
● Amplificar a inteligência com objetos e eventos de sua escolha.
● Ensinar com/para a inteligência diária por meio de planilhas e projetos e discussões em pequenos grupos.
● Transferência de inteligência refletindo sobre as experiências de aprendizagem das etapas anteriores e relacionando-as com os problemas e desafios do mundo fora das aulas.

Finalmente, algumas estratégias que poderíamos usar para desenvolver nos alunos para aumentar essa inteligência seriam por meio de:

● Estratégias de representação corporal.
● Estratégias de aprendizado.
● Estratégias de movimento.
● Estratégias de comunicação corporal.

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