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Faleceu na ilha de Marajó – Brasil, um agostiniano recoleto de 59 anos por Covid-19.

Uma comunicação triste:
Nosso irmão frei Raimundo Nonato, veio a falecer hoje próximo às 12h.
Devido ao coronavirus, complicações de diabetes e hipertensão arterial.

Seu riso fácil e inconfundível, o carinho com as crianças, os “causos”  nas homilias, a leveza e alegria que transbordavam em seu modo de ser na vida comum não serão esquecidos. Quem não se lembra dos adesivos de santinhos distribuídos na missa?

O “Frei das figurinhas”, muito dinâmico e acolhedor dos jovens, sempre muito atento às necessidades dos outros, um ombro amigo, um ouvido pronto para escutar, uma presença bem humorada e prestativa. Nesta tarde do V Domingo da Páscoa, Frei Raimundo deixou-nos uma última figurinha chamada saudade colada no nosso coração. Presença simples e singela, que agora possa encontrar-se de igual maneira abraçado por nosso Deus Pai, na companhia dos santos que estampavam suas figurinhas.

FREI RAIMUNDO E SUA TRAJETÓRIA VOCACIONAL

Frei Raimundo Nonato nasceu no distrito de Graça, São Benedito, Ceará, no dia 18 de janeiro de 1961. Aos 15 anos foi morar no Rio de Janeiro onde trabalhou por 13 anos no comércio e ao mesmo tempo estudava. Cursou o Ensino Médio, formando em Administração de Empresas e Contabilidade. Em 1988 entrou no Seminário Nossa Senhora Aparecida, Franca, SP, para cursar filosofia e ser religioso agostiniano Recoleto. No dia 19 de julho de 1992, depois de um ano de noviciado na Espanha, fez sua profissão simples e 21 de abril de 1995, a profissão solene. Fez seus estudos teológicos em São Paulo, ordenado sacerdote em 16 de dezembro de 1995, na paróquia São Januário, Rio de Janeiro. Sendo ordenado, foi designado para Muqui de 1996 a 2002; Frei Raimundo ficou 04 anos fora dos Agostinianos como padre diocesano. Retornando a ordem ele ficou 02 anos no Rio de Janeiro, 02 anos em Ribeirão Preto e 06 anos na paróquia Sagrado Coração de Jesus em Franca, SP. Essa paróquia era dos agostinianos que passou a ser da diocese de Franca.
Foi transferido para Vitória ES em 2003 por 08 meses. Em 2018 voltou para Vitória onde ficou até 2019, quando foi transferido para Portel – Ilha do Marajó. Ele estava morando na Paróquia Nossa Senhora da Luz, em Portel – Ilha do Marajó.

“Por ser muito espontâneo e brincalhão em pouco tempo me adaptei facilmente por onde passei, contando “causos” e dando adesivos para as crianças. Ao todo, já foram mais 50.000 adesivos distribuídos para as crianças nestes 22 anos de padre.” Frei Raimundo 2018.

 
Testemunhos

E vai ficar a saudade…
Das gargalhadas, dos “causos” na hora da homilia, das figurinhas de santinhos para as crianças, das piadas enviadas por mensagem, do carinho na hora do sofrimento…
Não havia tristeza perto dele! Alegria, simplicidade e inocência… características do nosso nordestino “arretado”.
As crianças o amavam como ninguém!
Assumiu a formação de coroinhas e deixou na Paróquia Santa Rita um legado!
Ensinou-nos a simplificar as coisas, a trabalhar em nome de Jesus, sem dar bola pras dificuldades.
Estava muito feliz em Marajó!
Descanse em paz, Frei Raimundo!
O céu está em festa, pois nada será triste e desanimado por lá!
Leange Campagnaro  – Paróquia Santa Rita de Cássia – Vitória – ES

“Tive a alegria de servir o Altar com o Frei Raimundo quando ele residia na Paróquia São João Batista em Muqui (ES) e eu era Coroinha. Anos depois, servimos o mesmo Altar quando estava recém ordenado Diácono e meses mais tarde, na minha Primeira Missa na Comunidade São Vicente de Paulo. A triste notícia de sua morte nos faz refletir sobre as sementes que plantamos e os frutos que colhemos. Que o Senhor o receba em seu Reino e apresentes os muitos frutos que em vida produziste na vida de tantas crianças e jovens, de forma especial, no coração dos Muquienses. Descanse em paz, Frei Raimundo.”

Frei Rhuam Rodrigues de Almeida OAR

Convivi com Frei Raimundo durante o ano de 2018 em Vitoria – ES. Embora tenha sido um período curto de tempo, foi uma convivência intensa, em que se destacavam sua alegria que tornava feliz e agradável a vida comunitária. Será lembrado por tantas historias que contava, pela simpatia e por todo carinho que tinha ao receber as pessoas, especialmente, as crianças. Deixará saudades!

Frei Sérgio Sambl, OAR – Muqui – ES

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