Beata Maria de São José, 25 anos de beatificação da primeira Beata de Venezuela

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Frei Roberto Mason | Madre Maria de São José, Entrega amorosa ao serviço a Deus!


Hoje celebramos o 25º aniversário do processo de beatificação da nossa Madre Maria de São José, processo que culminou no dia 7 de maio de 1995, com o papa João Paulo II.


Seu serviço a Deus foi caracterizado desde sua juventude pela fundação de asilos, orfanatos e escolas. Adotou a regra de Santo Agostinho e o hábito de Santa Rita. Durante sua vida se manteve em constante oração pela missão que o Senhor lhe encomendou.


A primeira beata venezuelana, Madre Maria de São José, foi uma religiosa, cofundadora e primeira Superiora Geral da Congregação “Irmãs Agostinianas Recoletas do Coração de Jesus”, a qual se dedicou a atender enfermos idosos pobres, crianças abandonadas e doentes em seu país natal.


A Madre Maria de São José nasceu no povoado de Choroní, estado Aragua, Venezuela, no dia 25 de abril de 1875. Foi batizada em outubro do mesmo ano com o nome de Laura Evangelista Alvarado Cardozo.


Desde seus primeiros anos levava uma vida cristã exemplar. Com 5 anos de idade se mudou com seus pais para Maracay e aos 13 anos recebeu a primeira comunhão, fazendo voto de virgindade no dia 8 de dezembro de 1888, dia da Imaculada Concepção.


Seus grandes ideais foram ajudados pelo zeloso sacerdote Justo Vicente López Aveledo. Sob sua direção, a Madre Maria se consagrou ao serviço dos mais pobres. Em 1893, junto com o padre López Aveledo, pároco de Maracay, fundaram uma congregação, a Sociedade das Filhas de Maria, da qual Laura faria parte e onde renovaria seus primeiros votos de virgindade perpétua. A congregação se estendeu por toda a Venezuela com notáveis frutos espirituais.


O primeiro hospital da cidade de Maracay, Hospital São José, foi fundado pelo sacerdote López Aveledo e pela Madre Maria. Ela se dedicou ao cuidado dos enfermos e no dia 22 de janeiro de 1901 foi consagrada como irmã agostiniana adotando o nome de Madre Maria de São José.


Antes de completar seus 24 anos de vida, Laura recebeu do padre López a direção e administração do hospital. Não demorou muito para fundar a congregação “Irmãs Agostinianas Recoletas do Coração de Jesus” e em 1903 Laura se torna a Superiora da comunidade adotando o nome de Madre Maria de São José.


A Madre Maria se distinguiu por sua capacidade de sacrifício, caridade, simplicidade e um ardente amor à Eucaristia, morreu com aura de santidade aos 92 anos em 2 de abril de 1967 em Maracay. Seu corpo repousa na Capela das Irmão Agostinianas Recoletas da comunidade Imaculada Concepção de Maracay, cidade onde viveu a maior parte de sua vida. A atividade de sua congregação se caracterizou pela fundação de asilos, orfanatos, casas de acolhida de mães pobres, hospitais e escolas. Foram fundadas 35 casas em toda Venezuela.


Em 1982 aconteceu o milagre pela qual seria beatificada: a cura da irmã Teresa Silva, que ficou inválida por uma penosa doença e a quem a Madre havia profetizado sua cura anos antes.


Em 7 de maio de 1995 o Papa São João Paulo II a declarou oficialmente beata. “A Madre Maria é uma mulher que soube fundir de maneira admirável oração e ação (…) consumando-se em um amor ilimitado em Deus e na prática da mais genuína caridade com o próximo”, afirmou naquela ocasião o Santo Padre.

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